Campanha “Pitangui Crescer com Arte” é lançada em evento oficial

A iniciativa tem como objetivo mobilizar recursos para projetos culturais, artísticos e educacionais em Pitangui (MG)

20/09/2018


A arte e a cultura têm o poder de transformar a sociedade? Os idealizadores da Campanha “Pitangui Crescer com Arte” acreditam que sim! Criada com o objetivo de desenvolver mecanismos de mobilização de recursos e parcerias para projetos em Pitangui (MG), a Campanha deu um passo importante para sua consolidação no último dia 13 de setembro. Na ocasião, a iniciativa foi oficialmente lançada no Salão da Câmara de Diretores Lojistas (CDL) de Pitangui.

No evento estiveram presentes integrantes da Banda de Música José Viriato Bahia Mascarenhas e do Centro Cultural Afonso Arinos Rocha Pena, as duas entidades à frente da Campanha. Além deles, compareceram funcionários da Jaguar Mining e da Agência Planeta, parceiros da iniciativa, e membros da comunidade e do poder público de Pitangui. A Banda de Música José Viriato abriu a noite com uma apresentação ao vivo.

O lançamento da Campanha “Pitangui Crescer com Arte” dá início a um período de três meses de mobilização de fundos, que serão revertidos no investimento em atividades e projetos culturais, artísticos e educacionais realizados pela Banda de Música e pelo Centro Cultural para crianças e jovens de Pitangui.

A Campanha atua sob três formas de mobilização: através da captação por leis de incentivo, como a Lei Rouanet; de convênios e parcerias com o poder público, empresas e organizações do terceiro setor; e de um fundo colaborativo, onde pessoas físicas e jurídicas podem contribuir com doações de $25, $50, $100, $200 ou acima de $200 reais. A Campanha prestará contas anuais do valor obtido pela mobilização.

 


Cultura, arte e mobilização social
Uma das principais marcas da Campanha “Pitangui Crescer com Arte” é a de criar uma relação mais ativa entre a comunidade pitanguiense e os projetos oferecidos pela Banda de Música José Viriato e o Centro Cultural Afonso Arinos. Segundo Alice Pereira Duarte Morato, diretora do Centro Cultural, “é difícil uma cidade tradicional como Pitangui formar qualquer nova cultura. Então, a Campanha é fundamental para dar esse pontapé inicial”, explica.

A diretora pontua que, além da mobilização financeira, existem outras alternativas de mobilização social para quem deseja fazer Pitangui crescer com arte. Entre elas, a do voluntariado. “Hoje as pessoas são tão ocupadas que acham que não podem fazer nada de graça. Mas elas podem ajudar na campanha sem gastar, [seja] acompanhando o projeto [ou] fiscalizando”, acrescenta.

Já o vice-prefeito de Pitangui Alexandre Maciel de Barros destaca que a Campanha é uma iniciativa inédita no município. “Nunca aconteceu de envolver a sociedade como um todo para trazer Pitangui para esse lado cultural, da arte, que é muito enraizado aqui”, comenta. Para ele, a criação de uma rede entre sociedade, poder público e empresariado será essencial para engajar a cidade. “A gente tem que trazer o cidadão, que às vezes fica acomodado, porque, na verdade, não tem essa rotina de participar de projetos que vislumbrem o lado cultural. É através desse trabalho em rede que nós vamos ter o poder de passar a conviver mais e a escutar o próximo”, observa.

De acordo com Ana Thereza Balbi, coordenadora de relações institucionais da empresa Jaguar Mining, a iniciativa traz para cada pessoa a responsabilidade de poder colaborar e contribuir com a cidade em que vive, tendo em mente que a cultura e a arte despertam para a educação e para outros conhecimentos. Para Ana Thereza, a Campanha está alinhada com os valores da Jaguar, parceira da iniciativa, que está trabalhando para engajar mais pessoas na iniciativa.

 


Por que investir na Campanha?
Para Frederico Teixeira de Freitas Maciel, maestro da Banda de Música José Viriato e da Lira Musical José Jacinto Ribeiro Filho, que faz parte do Centro Cultural Afonso Arinos, a Campanha é uma possibilidade de ampliar o atendimento às crianças e jovens já realizado pelas duas entidades. “A nossa maior dificuldade hoje é não ter recursos para atender a quantidade de alunos que a gente tem. Então, tem um fila de espera”, explica.

Com os recursos arrecadados pela Campanha, o maestro destaca que as duas entidades poderão acolher mais alunos e profissionais da música, além de adquirir mais instrumentos e materiais didáticos. Frederico também pontua que o investimento na juventude musical pitanguiense reflete em uma mudança de comportamento significativa. Ele conta que os membros da Banda se tornaram mais responsáveis, companheiros e conquistaram um senso de trabalho em equipe.

Essa mudança também é percebida por Paulo Rodrigues Bahia, presidente da Banda de Música José Viriato. Segundo Paulo, a Banda permite ao jovem ter uma visão positiva fora da realidade em que vive. “É muito gratificante poder fazer parte de um projeto que, de certa maneira, transforma e melhora a vida das pessoas, principalmente quando se trata de crianças em condições de vulnerabilidade”, afirma.

Em 2017, a Banda de Música José Viriato Bahia Mascarenhas contou com 115 participantes e ministrou 170 aulas. Foram 40 apresentações e cerca de 10 mil pessoas de público. No mesmo ano, a Banda recebeu o Prêmio Culturas Populares, concedido pelo Ministério da Cultura (Minc).

Já no Centro Cultural Afonso Arinos Rocha Pena, foram 1440 horas de atendimento da Biblioteca Íria Gabriela, que faz parte do Centro Cultural, além de 10 eventos comunitários e 30 apresentações da Lira Musical José Jacinto Ribeiro Filho, somente no ano de 2017.

 


Novos rumos
Através da mobilização de recursos financeiros da Campanha “Pitangui Crescer com Arte”, o vice-prefeito Alexandre diz enxergar novas possibilidades para Pitangui. Entre elas está uma parceria da Banda de Música José Viriato com a rede de ensino municipal. Segundo ele, o fomento e o investimento na Banda podem, futuramente, ser expandidos para um ensino de música gratuito e de qualidade na rede escolar.

Já Alice, diretora do Centro Cultural Afonso Arinos, acredita que a Campanha vai beneficiar não somente as crianças e os adolescentes que frequentam e participam das atividades do Centro Cultural, mas todas as faixas etárias da comunidade pitanguiense que usufruam do espaço.



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